Como foi fazer High School na Nova Zelândia

August 4, 2017

 

 

Vou contar um pouquinho sobre a minha experiência na Nova Zelândia. A ansiedade começa meses antes, quando a gente se dá conta de que realmente está indo morar fora. Mal sabia eu que esses meses seguintes seriam os melhores da minha vida. No dia de embarcar cai a ficha de que nossa vida está prestes a mudar, e como muda... Um dia inteiro de viagem pra chegar no que eu chamo de paraíso, para viver uma vida nova. É tudo tão diferente. As pessoas, o clima, o fuso horário, as paisagens... não tem nada que eu mudaria naquele país.

 

Comecei estranhando logo no começo, no aeroporto. O pessoal falava com aquele inglês diferente, mais fechado, e a gente fica repetindo"sorry" mil vezes até ficar sem graça. A van que te leva pra sua futura casa, vai pelo lado contrário da rua (mão inglesa) me mostrando as paisagens mais incríveis que eu poderia sonhar. Era o mar de cor turquesa de um lado e montanha com ovelhinhas do outro.

 

Cheguei na porta de casa e minha host mom já estava lá. Eu não tinha ideia se a cumprimentava com um abraço ou simplesmente um aceno, mas ela quando ela me viu já foi logo abrindo os braços. Foi nesse momento que eu percebi que eu estava em casa, só que do outro lado do mundo.

 

 

 

A primeira semana é a mais difícil. Conhecer a família, se adaptar ao fuso, experimentar comidas diferentes, sair completamente da zona de conforto, mas aos poucos tudo vai se ajustando e a gente começa a viver normalmente. Na minha família eu tinha uma mãe, pai e uma irmã mais nova. Meu pai era maori e no começo eu sofria pra entender o que ele estava dizendo, mas todos eles eram muito pacientes com isso e tentavam o tempo todo me fazer sentir em casa. O primeiro dia de aula, eu digo que foi no mínimo diferente. Minha escola era parte maori, então o departamento internacional preparou um ritual de boas vindas com os alunos dançando o haka (dança típica maori) e foi muito bonito. Depois eles nos apresentaram a cada um dos alunos intercambistas. Nesse momento eu conheci as pessoas que hoje chamo de família.

 

Ao longo do dia conhecemos o ambiente da escola, que era enorme por ser divido em prédios por área de estudo, os professores e as salas de cada matéria que teríamos que fazer. Minhas primeiras aulas não tinham outros intercambistas, só kiwis, o que eu achei ótimo pois foi uma oportunidade pra conhecer as pessoas de lá. Me impressionei porque todas  as pessoas que eu conversava eram extremamente simpáticas e já me chamavam pra lanchar com eles e participar dos times de esporte. Eu simplesmente amava ir pra escola, passava o dia inteiro lá e não achava chato, pelo contrário.

 

 

 

A minha vida fora da escola não era nada igual a do Brasil. Eu saía depois da aula com meus amigos e nós íamos de ônibus pra centro da cidade pra comer alguma coisa e conversar na praia. Aos fins de semana eu saía de manhã bem cedo e só voltava no meu horário de curfew, que era cedo, mas mesmo assim não me incomodava. Meus amigos intercambistas faziam fogueira na praia e todo mundo se encontrava lá ou então a gente ia pra casa de alguém. Fora os finais de semana "comuns", ainda pude viajar para lugares absurdamente lindos na ilha Sul. Conheci as praias e cachoeiras mais bonitas, pulei de bungee jump e paraquedas. Acabei me apaixonando pela capital dos esportes radicais, Queenstown.

 

Além dessa viagem, ainda fui para muitos outros lugares igualmente bonitos perto da minha cidade e conheci o máximo que dava daquele país tão maravilhoso. Nunca pensei que viveria meses tão incríveis e que fosse tão difícil dizer tchau pra um lugar e uma família que me recebeu de braços abertos. Posso dizer com toda certeza que eu amo a Nova Zelândia e todos que eu conheci naquele lugar!

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